terça-feira, 16 de março de 2010

AMIGOS





AMIGOS
Tenho AMIGOS que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
Alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem, e eles me encorajam a seguir em frente pela vida.
Não os procuro com assiduidade, mas não posso lhes dizer o quanto gosto deles, eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica agora e não sabem que estão incluidos na sagrada relação de meus AMIGOS.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E, as vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensaveis ao meu equilibrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrerem, eu ficarei torta para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda da vida não me permite tê-los sempre ao meu lado, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus AMIGOS, e principalmente, os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são MEUS AMIGOS!

A gente não faz AMIGOS, RECONHE-OS
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